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Leveza

Alguns dias depois do aniversário da amiga Renata*, ela combinou comigo e com outra amiga dela de ir ao shopping comer uma pizza para comemorar.
Geralmente quando saímos juntas, o cartão de crédito de Renata nunca tem limite. Então ela sempre inclui no meu cartão ou no de alguma outra amiga que esteja junto. Fique claro que emprestar o limite do cartão para ela nunca é problema, pois Renata sempre paga no dia. O que me impressiona é a confiança, a segurança, que Renata sente nas outras. Coisa que só a intimidade entre mulheres pode justificar.
Lá fomos nós para a pizzaria. A pizza estava maravilhosa! Não parávamos de comentar durante a comilança, que o melhor de tudo era que graças ao aniversário de Renata, ela ía pagar no cartão dela… Na hora de pagar, ela entregou o cartão. Uns 5 minutos depois, lá vem o garçon dizendo que não foi autorizado. Eu e a outra amiga já começamos a desconfiar e a rir: Renata nos enganou! Claro que tudo era na brincadeira… Renata não se constrangeu e sacou outro cartão da bolsa dizendo: “agora vai!”. Cinco minutos depois lá vem o garçon dizendo:
- Moça, acho que nosso sistema está com algum problema, pois este também não passou…
A esta altura, morrendo de rir, já tirei meu cartão de crédito. Mesmo na comemoração do aniversário, com a melhor das intenções, Renata não usou o cartão de crédito próprio porque não tinha limite!
Essa é uma história que ainda nos diverte muito, pois ela realmente se confia nas amigas. Vai para restaurantes e quando chega lá percebe que não tem dinheiro. Vai ao shopping e depois percebe que não tem dinheiro para pagar o estacionamento.

Estas situações sempre são motivos de risos, de gargalhadas, porque ela é desligada. Creio eu, que pessoas assim vivem muito melhor que muitas outras! Às vezes o mundo quase cai na cabeça dela e ela nem liga… É muita leveza, digna de ser copiada! 

*nome fictício por sugestão

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Colega de trabalho

Uma pessoa no seu trabalho que:

- declara em alto e bom som que a pessoa que senta ao seu lado é “candidato a suplente de amante”

- fala alto que você comprou uma camisola de oncinha

- chega por trás e lê seus e-maisl e ainda faz comentários sobre os mesmos

- chama alguém que senta na outra baia pra dizer que o marido/companheiro está doente (este alguém nem ao menos conhece o dito cujo)

- diz conhecer meio mundo, mas metade deste meio mundo não tem boas referências sobre a mesma

- corre para falar com outra pessoa do trabalho todas as vezes que algo lhe ameaça (sem a mínima discrição)

- adora falar para o chefe que não terminou determinado trabalho porque outra pessoa está com o dela pendente e o seu depende desta pessoa (mas todos sabem que ela não terminou porque passeia por todas as baias)

- opina sobre algo que um colega em uma baia distante está vendo (todos da sala escutam e isso se aplica a qualquer site, mesmo os mais impróprios para um ambiente de trabalho)

Enfim, como conviver com um ser assim?! Alguém merece este tipo de coisa?

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