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Comunicação impossível

A menina foi ao curso de inglês no dia e horário de sempre. Ela não gosta de inglês, nem muito menos entende nada dessa língua.
Quando sua mãe chegou para buscá-la, encontra a filha indignada:
- Mãe, por que tu não me disse que não tinha aula hoje?
Muito paciente a mãe respondeu:
- Mas, filha, como eu ia saber se quem assiste aula é você? Quem era para saber se tinha ou não aula era você! A professora não avisou?
Daí a menina respondeu:
- Do que adianta a professora avisar, se eu não entendo nada do que ela fala??

Eis o problema dos professores de línguas não darem avisos importantes na nossa língua mãe!

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Ficção que se torna realidade…

Adoro a personagem Rakelli da novela Beleza Pura, com a sua inocência meio idiota, ela me faz rir demais!
Eis que dentro da minha casa, tenho uma quase Rakelli. Vamos aos fatos:

1) Meu noivo chegou em minha casa e ela foi abrir a porta. Ele estava com um óculos ray-ban tradicional, aqueles antigos. Ganhou do pai e nesse dia era o primeiro uso. Eis que a Rakelli da minha vida real abre a porta e fala com muita empolgação:
- Fulano, que óculos FLAAASH!!!
Traduzindo: ela queria dizer fashion!

2) A Rakelli da minha vida é quase da família e sempre se mete em assuntos deste tipo. Um dia, conversando sobre minha irmã (que é daquelas pessoas que adoram ter amizades que não levam a nada, com pessoas que gostam de baixaria, que tem pouco educação e que ainda por cima, pisam na bola feeeeio demais com ela), ela disse:
- Não sei porque “fulana” insiste em manter amizade com essas pessoas que vivem deformando ela…
A gargalhada foi instântanea e ela incocentemente me perguntou porque eu ria…
Traduzinho: derformando = defamando

Na adolescência isso me irritaria muito e eu daria outro nome, mas hoje, aprendi a rir dessas situações e de muitas coisas que faço.

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Leveza

Alguns dias depois do aniversário da amiga Renata*, ela combinou comigo e com outra amiga dela de ir ao shopping comer uma pizza para comemorar.
Geralmente quando saímos juntas, o cartão de crédito de Renata nunca tem limite. Então ela sempre inclui no meu cartão ou no de alguma outra amiga que esteja junto. Fique claro que emprestar o limite do cartão para ela nunca é problema, pois Renata sempre paga no dia. O que me impressiona é a confiança, a segurança, que Renata sente nas outras. Coisa que só a intimidade entre mulheres pode justificar.
Lá fomos nós para a pizzaria. A pizza estava maravilhosa! Não parávamos de comentar durante a comilança, que o melhor de tudo era que graças ao aniversário de Renata, ela ía pagar no cartão dela… Na hora de pagar, ela entregou o cartão. Uns 5 minutos depois, lá vem o garçon dizendo que não foi autorizado. Eu e a outra amiga já começamos a desconfiar e a rir: Renata nos enganou! Claro que tudo era na brincadeira… Renata não se constrangeu e sacou outro cartão da bolsa dizendo: “agora vai!”. Cinco minutos depois lá vem o garçon dizendo:
- Moça, acho que nosso sistema está com algum problema, pois este também não passou…
A esta altura, morrendo de rir, já tirei meu cartão de crédito. Mesmo na comemoração do aniversário, com a melhor das intenções, Renata não usou o cartão de crédito próprio porque não tinha limite!
Essa é uma história que ainda nos diverte muito, pois ela realmente se confia nas amigas. Vai para restaurantes e quando chega lá percebe que não tem dinheiro. Vai ao shopping e depois percebe que não tem dinheiro para pagar o estacionamento.

Estas situações sempre são motivos de risos, de gargalhadas, porque ela é desligada. Creio eu, que pessoas assim vivem muito melhor que muitas outras! Às vezes o mundo quase cai na cabeça dela e ela nem liga… É muita leveza, digna de ser copiada! 

*nome fictício por sugestão

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Taxista

Para quem pensa que só falo de fatos e acasos que aconteceram com os outros, eis o que aconteceu comigo ontem…

Engarrafamento. Além do stress próprio do fato, causa uma irritação extrema na minha pessoa quando aqueles motoristas loucos começam a buzinar sem parar. Como se o carro da frente fosse capaz de criar asas e sair voando para que o mais apressadinho saísse do engarrafamento. Que ser é este que não percebe que todos os demais também não gostariam de estar parados e se estão é por não ter possibilidade de sair dali???

Eis que ontem, voltando de uma reunião, peguei um táxi. Era umas 19 hrs. Maior trânsito… Assim que o motorista parou no primeiro semáforo, escuto uma buzina insistente, ininterrupta quase estourando meus tímpanos… Daí eu disparo:

- Quem é este louco que não pára de buzinar?

No mesmo momento vejo que o taxista solta uma risadinha discreta. Confesso que nem me toquei. Como em um passe de mágica, não ouvi mais a buzina chata!!! Adivinhem só???!

Geralmente sou muito ligada nas coisas e penso muito antes de falar (percebam o quanto estas buzinas insistentes e ridículas me tiram do sério), mas apenas depois de uns 5 min que me toquei que quem estava buzinando insistentemente era o próprio taxista! Ainda bem que ele era bem humorado… :)

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Durante uma reunião…

Durante uma reunião de um grupo de profissionais envolvidos com a área de qualidade, o coordenador do grupo começa a tecer alguns elogios a um determinado líder de equipe. A intenção era mostrar que alguns chefes se incomodam com os relatórios de avaliação de qualidade que são elaborados pelos participantes do grupo. Então o coordenador diz:

- Fulano é um dos poucos que se preocupa com os resultados. Dia desses enviei o relatório para ele e logo depois fui ao banheiro. Quando retornei, ele já havia lido todo o relatório e já sabia as justificativas para todos as ocorrências apontadas.

A grande maioria do grupo admirou a eficiência do elogiado. Depois de algum tempo, um carinha considerado meio estranho, por suas manias esquisitas, dispara em alto e bom som:

- Coordenador, mas esta eficiência é relativa, pois depende do tempo que você ficou no banheiro!

Toda a turma riu com o alto nivel humorístico do componente!

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